"24A74 - Salgueiro Maia" no ex-BC9!


     
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Nos dias 21 e 28 de abril, às 21h30, será apresentado em Viana do Castelo, no BC9 (espaço do antigo Batalhão de Caçadores 9).


O trilhar do homem, do militar, do português. 
Aquele que, no poema de Sophia de Mello Bryner, "deu tudo e não pediu a paga".

Um monólogo com texto e interpretação de Ricardo Simões, a partir da obra
"Capitão de Abril -Memórias da Guerra do Ultramar e do 25 de Abril", da autoria de Salgueiro Maia, numespetáculo intimista, didático e comovente.

 

 

A bilheteira estará aberta uma hora antes do início do espetáculo e o preço do bilhetes é de 5€ (preço único). Não se efetuam reservas.

 

Informações: 258 823 259 | 967 552 988

geral@centrodramaticodeviana.com

 


 

Estreia de "Lembra-me"!

     

 
© Inês Esteves

Decorreu, no passado dia 18 de abril no Cine-Teatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, a estreia do espetáculo comunitário "Lembra-me", com direção de Ricardo Simões, numa co-criação do Teatro do Noroeste - CDV com a Oficina de Teatro da Universidade Sénior de Caminha, interpretado por Carmen Pereira, Clarisse Tavares, Fernando Borlido, José Pedra, Luís Pinto, Maria Augusta Rocha, Maria Clara Correia, Maria da Luz Colaço, Maria Emília Cruz, Maria Fátima Fernandes, Maria Isabel Fernandes, Maria Saúde Brito e Cunha.

O projeto Portas do Tempo percorre os 10 concelhos do Alto Minho numa rota de visitação do património edificado através de conferências científicas e visitas performativas, numa iniciativa apoiada pela CIM - Alto Minho. 

Uma ativida promovida pela CIM Alto Minho, cofinanciada pelos programas Norte2020, Portugal 2020, FEDER, com o apoio de "2018 Ano Europeu do Património Cultural", numa coprodução entre as Comédias do Minho e o Teatro do Noroeste - CDV, em coprogramação com talkie-walkie, ondamarela e a numa parceria com o Centro Cultural do Alto Minho e Urban Sketchers.

Informações: 258 823 259 | 967 552 988

 geral@centrodramaticodeviana.com

     

COMUNICADO

 

O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, companhia profissional de teatro fundada em 1991 e, desde então, estrutura residente no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, manifesta a sua total solidariedade para com todos os profissionais, companhias de criação e estruturas de programação das artes em Portugal, no momento de dificuldade agravada que, uma vez mais, se abate sobre este setor.

Fazemo-lo de forma integralmente coerente com as posições que defendemos, mormente desde 2013, quando esta Companhia ficou arredada dos apoios então concedidos, ao cabo de 21 anos de apoio continuado por parte dos sucessivos organismos de tutela governamental das artes.

Sobre o que acreditamos ser estruturante para o setor, transmitimos ao Senhor Secretário de Estado da Cultura, Dr. Miguel Honrado, em carta enviada a 5 de maio de 2017, ainda no rescaldo do período de auscultação do setor, relativo à construção do modelo de financiamento atualmente em vigor:

Sobre o anterior modelo de financiamento:

“(…) no que ao papel da “estrutura” nos orçamentos diz respeito, a coberto do anátema de que é negativa, por exemplo, a ideia de manter elencos fixos, continua a contribuir para a perpetuação e agravamento da precariedade do setor dos profissionais das artes cénicas em Portugal.”

Sobre o modelo de companhia de teatro:

(…) as estruturas são fundamentais para a criação de oportunidades para os criadores e os intérpretes, pois são as estruturas que trabalham quotidianamente no desenvolvimento de públicos, através das várias valências que apenas uma estrutura com colaboradores a tempo inteiro pode manter, seja um serviço educativo, um projeto comunitário, uma rede cultural ou um circuito de teatro escolar. Por outro lado, por exemplo, os elencos fixos ou residentes, se e quando criteriosa e estrategicamente geridos, são um ativo artístico que traz ganhos em eficiência e poupança de custos de produção.”

E, finalmente, sobre todo o setor:

“Que não se continue a enjeitar o contributo decisivo que as estruturas de criação conferem por exemplo, à empregabilidade do setor artístico. E, por conseguinte, que não se continuem a penalizar as estruturas por serem compostas por profissionais a tempo inteiro que representam, eles próprios, em si mesmos, e no desempenho das suas multifacetadas ações diárias, a própria matéria estruturante das estruturas.”

De resto, defendemos, e temos sempre defendido, a certificação dos profissionais das artes em Portugal, assim como todos os desideratos que visem qualificar profissionalmente e proteger juridicamente os artistas profissionais do nosso país.

Batemo-nos também, inequivocamente, pela defesa do modelo de Companhia, como forma estruturante do trabalho de criação artística teatral que melhor é capaz de responder, simultaneamente, às necessidades financeiras, logísticas e de recursos humanos inerentes à produção artística; às legítimas aspirações de empregabilidade dos profissionais das artes; à procura cultural de todos os públicos; e ao direito à fruição artística e acessibilidade aos bens culturais de todos os cidadãos portugueses, conforme constitucionalmente consagrado.

Acompanhámos e participámos, com expetativa e confiança, a construção do novo modelo de financiamento, cuja delonga em ser implementado votou o Teatro do Noroeste – CDV a mais um ano sem apoio sustentado, elevando para 5 (cinco) os anos do deserto de não-financiamento que tivemos que atravessar.

Lográmos, com dificuldades que não desejamos a ninguém, subsistir, resistir e transformar o projeto cultural e artístico do Teatro do Noroeste – CDV, qualificando-o no sentido de recuperar o insubstituível apoio do Estado Central e o devir desta Companhia de Teatro, que continua a ser a estrutura de criação artística profissional mais antiga em atividade no Alto Minho e que completou, em 6 de dezembro de 2017, 26 anos de atividade continuada.

E precisamente porque sabemos, bem demais, o que é ficar sem financiamento, o que isso implica para as Companhias e a que sabe, por dentro, o injusto sabor da indiferença, reafirmamo-nos na vanguarda da união com todos aqueles que lutam por melhores condições para as artes em Portugal.

A este propósito, no dia 7 de março de 2018, escrevemos ao Senhor Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, manifestando a nossa profunda preocupação relativamente aos resultados deste concurso, então ainda por conhecer:

“(…) solidários com os esforços de sensibilização que têm sido encetados por estruturas congéneres e coletivos de representação do setor das artes performativas portuguesas, o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana solicita a Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro, o urgente reforço da dotação orçamental do Programa de Apoio Sustentado às Artes 2018-2021 que possa, ainda em tempo útil, evitar a rutura do tecido teatral profissional português, responsável por prestar um importante Serviço Público, em estreita colaboração com o Estado Português e em harmonia com as disposições da Constituição da República Portuguesa”.

Pela nossa parte, mantemos a convicção que a raiz do problema continua a ser a mesma de sempre e que esta, por sua vez, se mantém a montante de todo e qualquer modelo de financiamento, isto é, o subfinanciamento da Cultura em sede de Orçamento de Estado.

Acreditamos que esta é uma questão política e não, tão-somente, de financiamento, que exige uma reflexão estruturada, sustentada e continuada, entre todos nós e quem nos governa. Mas no futuro.

Agora é momento de agir e corrigir: agir, no sentido de dar cumprimento ao processo de financiamento em curso, cujo atraso tem todo o setor em gravosa asfixia financeira; corrigir, através do aumento de verbas extraordinário que permita, após a conclusão da fase de audiência prévia de interessados, atender a todas as candidaturas que em sede de proposta final de decisão deste concurso venham a ser classificadas como elegíveis para apoio financeiro.

O Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana continuará a manter, como sempre fez ao longo dos últimos 26 anos, uma postura ativa, participativa e solidária com todos os seus pares, na defesa de melhores condições de trabalho para os profissionais das artes em Portugal.

Viana do Castelo, 4 de abril de 2018